quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Lixo Eletrônico


Fotos denunciam riscos de reciclagem manual de lixo eletrônico em comunidades pobres


Instituto de pesquisa suíço fotografou centros de reciclagem informal de lixo eletrônico em todo o mundo para alertar sobre contaminação.


Da BBC



Em Acra, testes feitos em uma escola próxima a
um centro de reciclagem informal mostraram níveis
de chumbo, cádmio e outros poluentes cerca de
50 vezes acima dos níveis considerados seguros
(Foto: Empa – ewasteguide.info)





O Laboratório Federal para Ciência e Tecnologia de Materiais da Suíça (Empa) registrou os principais centros de reciclagem informal de lixo eletrônico em 11 países do mundo, em um esforço para chamar a atenção sobre os perigos da contaminação causados pelo processo.

O chefe do departamento científico da instituição, Mathias Schluep, disse à BBC Brasil que os países do oeste da África são os principais receptores de eletro-eletrônicos europeus e norte-americanos de segunda mão, parte dos quais se transforma rapidamente em lixo.

O transporte do lixo eletrônico, proibido internacionalmente, é feito de maneira clandestina para países africanos e asiáticos misturado a carregamentos de eletrônicos de segunda mão importados de países desenvolvidos.

“Os equipamentos usados são revendidos na África e na Ásia por preços muito baixos. No entanto, cerca de 30% deles chegam quebrados. Metade deste total é conserta e revendida e a outra metade é descartada imediatamente”, disse Schluep.




Recicladores queimam partes de monitores que não serão utilizados, em Gana (Foto: Empa – ewaste)

 Em Gana, um dos principais receptores de eletrônicos europeus de segunda mão na África, testes feitos em uma escola próxima a um centro de reciclagem informal mostraram níveis de chumbo, cádmio e outros poluentes cerca de 50 vezes acima dos níveis considerados seguros.
Área de descarte de eletrônicos em Acra, capital de Gana, na África (Foto: Empa – ewaste)

  Na China e na Índia, os maiores países receptores e recicladores de lixo eletrônico na Ásia, trabalhadores realizam – manualmente e sem proteção – a separação de metais de placas de circuito, que liberam resíduos tóxicos no solo e nos rios.
Efluentes do processo de dissolução do cobre escorrem para um rio em Taizhou (Foto: Empa – ewaste)

 A instituição suíça oferece treinamento e apoio a recicladores em diversos países, em parceria com governos, agências da ONU e empresas de eletrônicos, como Microsoft, Nokia e Hewlett Packard.
Depósito de lixo eletrônico em Santiago, no Chile (Foto: Empa – ewaste)

  De acordo com Schluep, a reciclagem e a extração de materiais de televisores, celulares e computadores quebrados são vistas como oportunidade para milhares de comunidades mais pobres, em meio a alertas sobre a possível escassez de metais essenciais para a construção de equipamentos eletrônicos.
Mulher separa manualmente fios de cobre de circuito eletrônico em Nova Délhi (Foto: Empa – ewaste)
  
 O Empa estima que em 100 mil celulares possuam cerca de 2,4 quilos de ouro, mais de 900 quilos de cobre e 25 quilos de prata, que valeriam mais de US$ 250 mil (R$ 430 mil) se fossem completamente recuperados.
Homem conserta uma televisão quebrada em Cotonou, no Benin (Foto: Empa – ewasteguide)










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