sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Degradação sem limites



Ibama exige colocação de boias ao redor de navio da Vale no

 

Maranhão



Operadora diz que começou ação preventiva, mas correnteza atrapalha.
Embarcação carregada de minério e óleo apresenta rachadura.


Navio Vale Beijing apresentou rachadura (Foto: Biaman Prado/Futura Press)
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) notificou a operadora sul-coreana STX Pan Ocean para que sejam colocadas boias ao redor do navio da Vale que está carregado de minério e óleo e apresenta uma rachadura no Maranhão.

Segundo o superintendente do Ibama no Maranhão, Pedro Leão, a notificação foi entregue nesta sexta-feira (9). “Pedimos que as boias fossem colocadas em todo o perímetro ao redor do navio pois ainda não temos um acidente, mas um incidente”, disse Leão.

O coordenador de emergências ambientais Ibama no estado, Fabrício Ribeiro, informou que a STX entregou ao órgão o plano preventivo para o caso haja vazamento no navio. “A empresa nos entregou o plano que foi solicitado de forma preventiva pelo Ibama e pedimos que eles começassem já a coloca-lo em prática cercando o navio de boias”, afirmou Ribeiro ao Ecoblog.

A STX informou ao Ecoblog que contratou uma empresa para atuar na questão e que “todo o aparato de emergência já está em São Luis”. Segundo a empresa, o navio começou a ser cercado com boias, mas há dificuldade em mantê-las devido à correnteza.

O navio estava sendo carregado no domingo no porto de Ponta da Madeira, em São Luís, em Maranhão, e seguiria com destino ao porto de Rotterdam, na Europa, quando a rachadura foi percebida. Na terça-feira (6), ele foi deslocado para uma área a cerca de 9 quilômetros da costa, onde a empresa operadora pretendia começar o conserto.
A empresa confirmou também que "ainda não sabe a dimensão" da fissura e que "ainda é cedo para avaliar as possíveis causas do incidente".

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