IMPACTOS GLOBAIS
IMPACTOS GLOBAIS
Na busca de respostas sobre o futuro da vida no Planeta, hipóteses de cenários alertam para grandes deslocamentos humanos, mudanças radicais no sistema de produção de alimentos, guerras em função da escassez de recursos e até áreas de alguma maneira privilegiadas. São projeções, mas uma coisa é certa: nada será como antes.Realidade: o que já está acontecendo?
A comunidade científica vem advertindo sobre as conseqüências das mudanças climáticas e ao mesmo tempo muitas populações já conhecem de perto os impactos do aquecimento do planeta.
O aumento da temperatura média, a alteração no padrão de precipitação, a área coberta por neve, o nível do mar e muitos outros parâmetros ambientais foram analisados detalhadamente pelos cientistas. As conclusões indicam que, dentro de um índice de confiabilidade de 95%, o clima de nosso planeta já está efetivamente sendo alterado. O aumento médio da temperatura global foi de 0,76 grau centígrado, mas em algumas regiões essa elevação foi muito maior.
Outros exemplos são os impactos aos corais que, com o aumento das temperaturas dos oceanos, perdem cerca de 16% das espécies. Diante disso, os peixes também são afetados porque não têm onde se abrigar e diminuem suas populações. Existem cerca de 4 mil espécies de peixes que vivem, nos ambientes dos corais, e são o sustento de cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo.
Porém, mesmo levando em conta o tom de urgência, os pesquisadores esclarecem que o objetivo não é ser alarmista ou catastrofista. Apesar das incertezas científicas, as projeções feitas pelos cientistas são muito prováveis de se tornar realidade. A ciência do clima existe justamente para contribuir para a elaboração de políticas públicas que trabalhem com esses cenários e adotem medidas de adaptação e mitigação das mudanças climáticas, com o objetivo de que muitas projeções sejam minimizadas.
Como destaca a repórter Sílvia Bessa na matéria, a situação em que se encontram não é resultado das mudanças climáticas, mas os efeitos do fenômeno podem aumentar os já graves problemas de quem vive nessa localidade. Estudos mostram que os países ou regiões pobres e em desenvolvimento – como o semi-árido brasileiro – tendem a ser os mais afetados pelos impactos do fenômeno, embora prevejam que todo o globo será atingido pelas conseqüências ambientais, econômicas e à saúde.
Reafirmando o alerta de que a agenda de desenvolvimento de todos e quaisquer países deve levar em conta o meio ambiente, Nobre acrescenta: “É importante agir de forma efetiva para que não tenhamos a confirmação dos cenários mais pessimistas. As medidas para estabilizar e reduzir as emissões de GEE são um compromisso moral com as futuras gerações”.
Regiões polares em risco
De acordo com o IPCC, regiões do Ártico sofreram aquecimento da ordem de 2 graus centígrados. Nos últimos 14 anos, foram observados os 12 anos mais quentes desde 650 milênios atrás, o que ocasionou a elevação do nível do mar. “Este aumento é devido à expansão térmica da água, além do derretimento de geleiras e água congelada da Antártica, Ártico e Groenlândia. A cobertura de neve no hemisfério Norte também sofreu uma redução significativa”.
Outro estudo, divulgado em fevereiro de 2009, mostra que, na Antárdica e na Groenlândia, a situação é pior do que se imaginava. De acordo com o maior levantamento feito sobre os pólos até hoje, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o derretimento da camada de gelo dessas regiões está acontecendo em velociadade intensa. O manto de gelo de ambas está perdendo massa. Na gelo da Groenlândia, o gelo está se deteriorando cada vez mais rapidamente. Em dez anos, as águas próximas ao continente Antártico aqueceram duas vezes mais que o resto dos oceanos nos últimos 30 anos.
A consequência dessa velocidade acelerada para o futuro será uma elevação do nível do mar acima do previsto pelo IPCC. O órgão hvia previsto uma alta de 80 centímetros nos níveis dos oceanos até 2100. Se a cobertura de gelo da Antártica derreter por completo, os níveis dos mares aumentarão em até 1,5 metros.
O aumento da temperatura média, a alteração no padrão de precipitação, a área coberta por neve, o nível do mar e muitos outros parâmetros ambientais foram analisados detalhadamente pelos cientistas. As conclusões indicam que, dentro de um índice de confiabilidade de 95%, o clima de nosso planeta já está efetivamente sendo alterado. O aumento médio da temperatura global foi de 0,76 grau centígrado, mas em algumas regiões essa elevação foi muito maior.
Outros exemplos são os impactos aos corais que, com o aumento das temperaturas dos oceanos, perdem cerca de 16% das espécies. Diante disso, os peixes também são afetados porque não têm onde se abrigar e diminuem suas populações. Existem cerca de 4 mil espécies de peixes que vivem, nos ambientes dos corais, e são o sustento de cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo.
Porém, mesmo levando em conta o tom de urgência, os pesquisadores esclarecem que o objetivo não é ser alarmista ou catastrofista. Apesar das incertezas científicas, as projeções feitas pelos cientistas são muito prováveis de se tornar realidade. A ciência do clima existe justamente para contribuir para a elaboração de políticas públicas que trabalhem com esses cenários e adotem medidas de adaptação e mitigação das mudanças climáticas, com o objetivo de que muitas projeções sejam minimizadas.
O mundo já sente efeitos das mudanças do clima
Betânia do Piauí é um município localizado no semi-árido nordestino, a 405 km de Teresina. A cidade possui um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano do país e foi lá que uma reportagem especial do Diário de Pernambuco, de agosto de 2007, retratou a realidade de uma família que integra a parte da população mais vulnerável às mudanças climáticas. Morando em uma casa de barro, pai e seis filhos dormem no chão batido e, junto com outros habitantes da cidade, passam por condições adversas. Lá, as pessoas andam quilômetros para buscar água, as lavouras são freqüentemente perdidas pela falta de chuvas, o gado morre e a pesca também é comprometida com a seca dos açudes e rios. Sem condições de sobrevivência, surgem os refugiados ambientais.Como destaca a repórter Sílvia Bessa na matéria, a situação em que se encontram não é resultado das mudanças climáticas, mas os efeitos do fenômeno podem aumentar os já graves problemas de quem vive nessa localidade. Estudos mostram que os países ou regiões pobres e em desenvolvimento – como o semi-árido brasileiro – tendem a ser os mais afetados pelos impactos do fenômeno, embora prevejam que todo o globo será atingido pelas conseqüências ambientais, econômicas e à saúde.
* Saiba mais sobre o impacto das mudanças climáticas na vida das crianças em Situação da infância
Esse cenário preocupante acendeu a luz vermelha de alerta internacional. As conseqüências das mudanças climáticas são o aspecto que mais chama a atenção da sociedade e das autoridades quando o fenômeno está em foco. Elas são as evidências palpáveis de que o mundo está diante de um problema grave. “As mudanças climáticas são reais, inequívocas e estão se acelerando. E mais: não há como reverter o processo de aquecimento global”, diz o pesquisador do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) e membro do IPCC, Carlos Nobre.Reafirmando o alerta de que a agenda de desenvolvimento de todos e quaisquer países deve levar em conta o meio ambiente, Nobre acrescenta: “É importante agir de forma efetiva para que não tenhamos a confirmação dos cenários mais pessimistas. As medidas para estabilizar e reduzir as emissões de GEE são um compromisso moral com as futuras gerações”.
Pesquisas
O clima na imprensa
As conseqüências do fenômeno são o tema central de 10% dos artigos, colunas, editoriais e reportagens publicados, entre julho de 2005 e junho de 2007, por 50 diários brasileiros. Adicionalmente, 49,5% dos textos apontam conseqüências das mudanças climáticas, ainda que lateralmente. Dentro desse universo, há uma expressiva concentração de abordagem sobre as conseqüências ambientais (71%), seguidas pelas econômicas.
Fonte: Pesquisa Mudanças Climáticas na Imprensa Brasileira. ANDI e Embaixada Britânica.
Paulo Artaxo, físico e membro do IPCC, explica que um grande número de observações experimentais foi compilado pela equipe do órgão que investigou as alterações climáticas em curso em nosso planeta. “O aumento da temperatura média, a alteração no padrão de precipitação, a área coberta por neve, o nível do mar e muitos outros parâmetros ambientais foram analisados detalhadamente” diz. As conclusões indicam que, dentro de um índice de confiabilidade de 95%, o clima de nosso planeta já está efetivamente sendo alterado. O aumento médio da temperatura global foi de 0,76 grau centígrado, mas em algumas regiões essa elevação foi muito maior.
Regiões polares em risco
De acordo com o IPCC, regiões do Ártico sofreram aquecimento da ordem de 2 graus centígrados. Nos últimos 14 anos, foram observados os 12 anos mais quentes desde 650 milênios atrás, o que ocasionou a elevação do nível do mar. “Este aumento é devido à expansão térmica da água, além do derretimento de geleiras e água congelada da Antártica, Ártico e Groenlândia. A cobertura de neve no hemisfério Norte também sofreu uma redução significativa”.
Outro estudo, divulgado em fevereiro de 2009, mostra que, na Antárdica e na Groenlândia, a situação é pior do que se imaginava. De acordo com o maior levantamento feito sobre os pólos até hoje, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o derretimento da camada de gelo dessas regiões está acontecendo em velociadade intensa. O manto de gelo de ambas está perdendo massa. Na gelo da Groenlândia, o gelo está se deteriorando cada vez mais rapidamente. Em dez anos, as águas próximas ao continente Antártico aqueceram duas vezes mais que o resto dos oceanos nos últimos 30 anos.
A consequência dessa velocidade acelerada para o futuro será uma elevação do nível do mar acima do previsto pelo IPCC. O órgão hvia previsto uma alta de 80 centímetros nos níveis dos oceanos até 2100. Se a cobertura de gelo da Antártica derreter por completo, os níveis dos mares aumentarão em até 1,5 metros.
Cenários: como será o amanhã?
De acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007-2008 do Pnud, entre 2000 e 2004, cerca de 262 milhões de pessoas foram anualmente afetadas por desastres climáticos. O documento mostra que mais de 98% delas vivem em países em desenvolvimento.
Projeções do mesmo estudo apontam que “as conseqüências irão condenar os 40% mais pobres da população mundial – cerca de 2,6 bilhões de pessoas – a um futuro de oportunidades diminutas.
Já o Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima trabalhou cenários para as diversas áreas como recursos hídricos, produtividade de culturas agrícolas, saúde, assentamento humano e economia, caso se confirme aumento de temperatura entre 1,8ºC e 4ºC. Dentro dessa faixa de temperatura o aumento de chuvas em algumas regiões pode provocar inundações, é provável que aumente a extensão das áreas afetadas por secas. O risco de extinção de aproximadamente 20% a 30% das espécies vegetais e animais será maior. Assim como o aumento de mortes, doenças e ferimentos por causa das ondas de calor, inundações,incêndios e secas. Doenças tropicais como malária, cólera e tuberculose também devem afetar a população de algumas regiões.
O Grupo de Trabalho II do IPCC não traça projeções específicas sobre o impacto das mudanças climáticas na economia, mas as projeções do economista britânico Nicholas Stern, divulgadas em 2006 no Relatório Stern, não são nada animadoras quando o assunto é impacto das mudanças climáticas na economia mundial. O documento afirma que o Produto Interno Bruto Mundial (PIB) poderia sofrer, até o final do século, uma redução "muito grave", situada entre 5% e 20 %. Com isso, Stern avalia em cerca de 15 trilhões de reais a conta global da destruição do meio ambiente no período caso redução da emissão de Gases de Efeito Estufa não for efetiva
Projeções do mesmo estudo apontam que “as conseqüências irão condenar os 40% mais pobres da população mundial – cerca de 2,6 bilhões de pessoas – a um futuro de oportunidades diminutas.
Já o Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima trabalhou cenários para as diversas áreas como recursos hídricos, produtividade de culturas agrícolas, saúde, assentamento humano e economia, caso se confirme aumento de temperatura entre 1,8ºC e 4ºC. Dentro dessa faixa de temperatura o aumento de chuvas em algumas regiões pode provocar inundações, é provável que aumente a extensão das áreas afetadas por secas. O risco de extinção de aproximadamente 20% a 30% das espécies vegetais e animais será maior. Assim como o aumento de mortes, doenças e ferimentos por causa das ondas de calor, inundações,incêndios e secas. Doenças tropicais como malária, cólera e tuberculose também devem afetar a população de algumas regiões.
O Grupo de Trabalho II do IPCC não traça projeções específicas sobre o impacto das mudanças climáticas na economia, mas as projeções do economista britânico Nicholas Stern, divulgadas em 2006 no Relatório Stern, não são nada animadoras quando o assunto é impacto das mudanças climáticas na economia mundial. O documento afirma que o Produto Interno Bruto Mundial (PIB) poderia sofrer, até o final do século, uma redução "muito grave", situada entre 5% e 20 %. Com isso, Stern avalia em cerca de 15 trilhões de reais a conta global da destruição do meio ambiente no período caso redução da emissão de Gases de Efeito Estufa não for efetiva













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