sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Os únicos leões brancos no País


Únicos no Brasil, leões brancos passam por fase de adaptação.




Os leões brancos são uma espécie rara e os da fotografia são os únicos exemplares do Brasil
Foto: Beto Carrerro World/Divulgação

Os únicos leões brancos no País estão em fase de adaptação no Beto Carrero World, em Santa Catarina. Os quatro animais têm entre sete e nove meses e apenas o mais novo é do sexo masculino. A espécie é originária da África do Sul e não é encontrada mais no seu habitat natural. Segundo a assessoria de imprensa, após o mês de março estes animais, que estão em extinção, poderão ser visitados no parque.
Os leões brancos vieram de um criadouro da cidade de Brits, África do Sul, no dia 25 de agosto e chegaram ao nosso País no dia 29 do mesmo mês. De acordo com informações do parque, os animais suportaram a viagem satisfatoriamente, contudo ficaram bastante cansados. Os leões brancos viajaram 12 horas acordados, pois a sedação não é uma prática recomendada.
Os leões brancos são chamados de leucísticos, o que significa que não são albinos - eles possuem melanina, somente apresentam os pelos brancos. Acredita-se que não existam mais animais desta espécie na natureza porque sua sobrevivência é bastante comprometida devido a sua coloração - a cor branca os impede de se misturarem à vegetação para garantir sua sobrevivência.




Para os cientistas, a gargalhada pode ter nascido há 30 ou 60 milhões de anos.


Cientistas fazem cócegas em gorilas para estudar gargalhadas.


Pesquisadores monitoram as gargalhadas de gorilas em um zoológico em Kent, na Inglaterra
Foto: BBC Brasil

Cientistas britânicos estudam como primatas reagem a cócegas para descobrir mais pistas sobre a evolução da gargalhada. Os pesquisadores da Universidade de Portsmouth monitoram o comportamento de gorilas em um zoológico em Kent, com ajuda dos tratadores dos animais.
Uma das estrelas do estudo vem sendo a gorila Emmie, 19 anos, que tem mostrado reações muito parecidas com a de humanos. Os pesquisadores também estão encontrando grandes semelhanças entre os sons das gargalhadas de primatas com as risadas de seres humanos.
Para os cientistas, a gargalhada pode ter nascido há 30 ou 60 milhões de anos.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Filhotes de tigres se vestem de Papai Noel na véspera de Natal


Filhotes de tigres se vestem de Papai Noel
na véspera de Natal

 A cena inusitada aconteceu em um zoológico tailandês


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Chevron é multada em R$ 10 milhões


Chevron é multada em R$ 10 milhões 



 por falha em plano de emergência.







Esta já é a segunda multa que o Ibama aplica à petrolífera americana.
Vazamento ocorreu no Campo de Frade, em 8 de novembro.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou nesta sexta-feira (23) a Chevron em mais R$ 10 milhões em função do vazamento de petróleo ocorrido no dia 8 de novembro, no Campo de Frade, na Bacia de Campos, na Região Norte Fluminense. De acordo com o Ibama, a petrolífera americana foi multada por descumprimento de condicionante de sua licença ambiental.
O órgão ambiental explicou que a “análise realizada evidenciou falhas no cumprimento do Plano de Emergência Individual (PEI) aprovado no licenciamento ambiental do empreendimento”.
A Chevron informou por meio de nota que "acredita que o seu Plano de Emergência Individual (PEI), aprovado pelo IBAMA, foi implementado de forma apropriada e em tempo adequado pela empresa. O Plano foi posto em prática rapidamente com a realização dos procedimentos-padrão para estancar a fonte do vazamento".
Segundo o Ibama, entre as falhas observadas estão “a ausência de equipamentos nas embarcações de emergência e a demora no atendimento inicial ao vazamento”. Esta já é a segunda multa que o Ibama aplica contra Chevron, em decorrência do vazamento iniciado em 8 de novembro.
Na primeira vez, o Ibama multou a empresa em R$ 50 milhões.

Vazamento na Bacia de Campos aconteceu no dia
8 de novembro (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal indicou 17 pessoas e mais as empresas Chevron e Transocean em consequência do vazamento. Segundo o relatório da PF, que está agora nas mãos da Justiça, todos os indiciados, incluindo o próprio presidente da Chevron no Brasil, George Buck, vão responder por crime ambiental. Destas, 16 vão responder também por falsidade ideológica, porque, para a polícia, sonegaram informações.

Os indiciados teriam até editado vídeos do vazamento para, supostamente, dificultar a investigação. O delegado Fábio Scliar, que comandou as investigações, diz que a Chevron e a Transocean, por ganância e conduta leviana de seus executivos e funcionários, recorrem a perfurações temerárias, assumindo o risco do acidente.
Segundo a investigação policial, o vazamento aconteceu porque foi usado excesso de pressão no poço. E a empresa americana sabia que estava perfurando numa zona de alta pressão, até porque o reservatório era bastante conhecido.

Nova mamadeira para peixes-boi.


Nova mamadeira para peixes-boi pode agilizar reabilitação de animais



Equipamento criado por veterinário facilita amamentação de filhotes.
Método evita contato humano e pode agilizar reintrodução na natureza.

O cuidado com filhotes de peixes-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis) em cativeiro pode ganhar um novo impulso com a criação de um equipamento que evita o contato dos animais com humanos,  acelerando a reabilitação mamíferos aquáticos para retornar à natureza.
O que era apenas um experimento do veterinário Augusto Bôaviagem, se tornou instrumento indispensável no tratamento da espécie. Ele desenvolveu uma “mamadeira subaquática”, equipamento colocado em uma haste e mergulhado em tanques com os animais, fornecendo fórmula láctea a filhotes de peixe-boi ainda em fase de amamentação que foram encontrados abandonados.
Integrante do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, de Tefé (AM), Bôaviagem percebeu que os exemplares da espécie amazônica eram arredios e viu que os profissionais que trabalham na reabilitação deles tinham muita dificuldade em tratá-los.
“Eles são muito resistentes aos seres humanos e não conseguem usar a mamadeira. Nestes casos, são implantadas sondas para evitar a inanição, mas isto não é aconselhável”, disse.
Somente neste ano foram 15 filhotes de peixe-boi foram resgatados pela Ampa no Amazonas. Na foto, é feita a alimentação com o método tradicional.  (Foto: Divulgação/Assessoria Ampa)


O motivo deste comportamento é devido à caça predatória que a espécie sofre na Amazônia. “O filhote presencia a mãe sendo morta pelo caçador e fica traumatizado. Quando vai para a reabilitação, e entra em contato novamente com humanos, ele não sabe se isso será bom ou ruim. Esta adaptação demora”, afirma.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Degradação sem limites



Ibama exige colocação de boias ao redor de navio da Vale no

 

Maranhão



Operadora diz que começou ação preventiva, mas correnteza atrapalha.
Embarcação carregada de minério e óleo apresenta rachadura.


Navio Vale Beijing apresentou rachadura (Foto: Biaman Prado/Futura Press)
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) notificou a operadora sul-coreana STX Pan Ocean para que sejam colocadas boias ao redor do navio da Vale que está carregado de minério e óleo e apresenta uma rachadura no Maranhão.

Segundo o superintendente do Ibama no Maranhão, Pedro Leão, a notificação foi entregue nesta sexta-feira (9). “Pedimos que as boias fossem colocadas em todo o perímetro ao redor do navio pois ainda não temos um acidente, mas um incidente”, disse Leão.

O coordenador de emergências ambientais Ibama no estado, Fabrício Ribeiro, informou que a STX entregou ao órgão o plano preventivo para o caso haja vazamento no navio. “A empresa nos entregou o plano que foi solicitado de forma preventiva pelo Ibama e pedimos que eles começassem já a coloca-lo em prática cercando o navio de boias”, afirmou Ribeiro ao Ecoblog.

A STX informou ao Ecoblog que contratou uma empresa para atuar na questão e que “todo o aparato de emergência já está em São Luis”. Segundo a empresa, o navio começou a ser cercado com boias, mas há dificuldade em mantê-las devido à correnteza.

O navio estava sendo carregado no domingo no porto de Ponta da Madeira, em São Luís, em Maranhão, e seguiria com destino ao porto de Rotterdam, na Europa, quando a rachadura foi percebida. Na terça-feira (6), ele foi deslocado para uma área a cerca de 9 quilômetros da costa, onde a empresa operadora pretendia começar o conserto.
A empresa confirmou também que "ainda não sabe a dimensão" da fissura e que "ainda é cedo para avaliar as possíveis causas do incidente".

sábado, 3 de dezembro de 2011

Tartarugas Ilegais

 Quelônios capturados ilegalmente são apreendidos em barcos no AM




Mais de cem tracajás, iaçás e tartarugas foram encontrados em canoas.
Polícia realizará soltura dos animais no Encontro das Águas.



O Batalhão de Policiamento Ambiental apreendeu, por volta das 2h deste sábado (3), mais de cem quelônios, na região da Ponta do Tatu, no Rio Negro. Os animais seriam comercializados ilegalmente em Manaus. Os agentes resgataram 64 tartarugas adultas, 20 tracajás e 20 iaçás.

Segundo o sargento Natanael, responsável pela ação, a Polícia chegou ao grupo por meio de uma denúncia anônima. Ao perceberem a aproximação da lancha do Batalhão, os suspeitos fugiram, abandonando no local canoas com os animais.

Os quelônios foram levados para o Porto do São Raimundo, Zona Oeste de Manaus. O comandante do Batalhão, tenente Dênis Senafone, informou ao Ecoblog que os animais serão soltos no Encontro das Águas, ainda neste sábado.



terça-feira, 29 de novembro de 2011

Devastação na Amazônia.

INPE: Amazônia perdeu 253,8 km2 de floresta em setembro de 2011 -


Dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Espacial (INPE) apontam que no mês de setembro a Amazônia perdeu 253,8 quilômetros quadrados (km2) de floresta.  Os dados são coletados pelo sistema de detecção do desmatamento em tempo real (Deter)
Mato Grosso e Rondônia foram os dois Estados que mais registraram alta no desmatamento de janeiro a setembro deste ano, na comparação o mesmo período de 2010.  Mato Grosso aumentou o desmate em 72%, e Rondônia em 23%.
Em setembro, Mato Grosso desmatou 110,8 km² e Rondônia perdeu 49,9 km² de floresta, principalmente nos municípios próximos às obras das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio.  Porto Velho (RO) foi o município que mais desmatou, foram 33,4 km2 de florestas devastadas.
No mapa os pontos amarelos mostram a localização dos alertas emitidos pelo DETER.



Pará é o terceiro da lista, com 46,9 km² de desmatamento, seguido por Amazonas (27,7 km²), Acre (6,1 km²), Maranhão (7,7 km²), Roraima (2,5 km²) e Tocantins (2,2 km²).  Em setembro de 2011, apenas 5% da Amazônia não foram observados devido à cobertura de nuvens.


Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o INPE não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo DETER.



Aquecimento Global


DEZ COISAS A SE FAZER (sobre o aquecimento global)




DEZ COISAS A SE FAZER

Você quer ajudar a parar o aquecimento global?

Aqui estão 10 coisas que você pode fazer (e também a quantidade de dióxido de carbono que você vai deixar de emitir).
Alaska vista do espaço


Troque uma lâmpada
Substituir uma lâmpada comum por uma lâmpada fluorecente evitará a emissão de 80 kilos de dióxido de carbono por ano.

Dirija menos
Ande, vá de bicicleta, faça revesamento de carros e use o sistema de transportes com mais frequência. Voce deixará de emitir 1 kilo de dióxido de carbono por cada 3,5 km que voce deixar de dirigir.

Confira os pneus
Manter seus pneus calibrados corretamente pode diminuir em mais de 3% o consumo de gasolina/álcool. Cada litro de combustível economizado reduz 2,5 kilos de emissão de dióxido de carbono na atmosfera.



Use menos água quente
Aquecer a água demanda muita energia. Instale um chuveiro de baixa pressão e você deixará de emitir 180 kilos de dióxido de carbono por ano.

Recicle
Você pode reduzir 600 kilos na emissão de dióxido de carbono por ano se reciclar o lixo produzido em sua casa.

Evite produtos com muitas embalagens
Você pode deixar de emitir 600 kilos de dióxido de carbono se diminuir em 10% a quantidade de lixo que produz,

Coma menos carne
A produção de 1 caloria de proteína animal queima dez vezes mais combustíveis fosseis e emite dez vezes mais gás carbônico que a produção de 1 caloria de proteína vegetal. O Brasil ocupa o quarto lugar com maior responsabilidade pelo efeito estufa por conta das queimadas para pastagens.

Plante uma árvore
Uma única árvore absorverá 1 tonelada de dióxido de carbono durante sua vida.

Desligue os aparelhos eletrônicos
Simplesmente desligar sua televisao, DVD player, som e computador quando não estão sendo utilizados, reduzirá a emissão de toneladas de dióxido de carbono por ano.

Espalhe essas informações!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Reciclagem de pet




Reciclagem de pet

A reciclagem do PET tem muitos benefícios. Um deles é a redução do volume de lixo coletado que é removido para aterros sanitários proporcionando melhorias sensíveis no processo de decomposição da matéria orgânica. A economia de energia elétrica e petróleo, a geração de empregos e menor preço para o consumidor de artefatos produzidos com plástico reciclado - aproximadamente 30% mais baratos do que os mesmos produtos fabricados com matéria-prima virgem, também são algumas vantagens da reciclagem desse material.

A introdução da embalagem de PET (polietileno tereftalato) no Brasil aconteceu em 1988. A ideia gerou benefícios aos consumidores, mas trouxe também o desafio da reciclagem de mais de 200 mil toneladas de lixo descartados diariamente no país. Somente nas regiões metropolitanas são consumidos 6 bilhões de embalagens de PET anualmente, segundo dados do Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem), associação sem fins lucrativos dedicada à promoção da reciclagem. O processo de reciclagem no Brasil é o mecânico, o mais utilizado no mundo, pois requer apenas 30% da energia necessária para a produção de matéria-prima.

A primeira fase do processo de reciclagem é a separação das garrafas PET de acordo com as cores. Podemos contribuir também retirando os rótulos e tampinhas. Durante o processo de reciclagem que acontece nas cooperativas, depois da separação de cores, os PETs são colocados em uma peneira rotativa que faz a lavagem externa, tirando detritos como pedras, terra e poeira. A próxima fase é passar pelo moinho que fará a trituração, e depois a máquina lavadora que deixará o material limpo para ser armazenado.

Após reciclado, o PET se transforma em matéria-prima para vários outros setores da indústria. Roupas esportivas, calçados, mochilas e demais peças do vestuário já são feitas de PET. A indústria automotiva reaproveita a matéria-prima em carpetes, peças para barco, estofamentos, etc. Lojas de móveis usam o PET reciclado como enchimento de sofás e cadeiras, entre outras utilidades.

Muitos artesãos também transformam o PET em novas peças com utilidades totalmente diferentes das que oferecem o produto inicial e quando esse processo ocorre, é necessário estar atento à forma como essa modificação acontece para não alterar a matéria-prima.

A atenção com o processo de reciclagem acontece desde o momento da compra. O consumidor precisa ser consciente e comprar aquilo que realmente precisa e, se possível, dar preferência aos produtos contidos em embalagens recicláveis.


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mancha de óleo

Óleo começou a vazar no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, depois que um poço começou a ser perfurado no campo do Frade, na bacia de Campos. A empresa responsável pela área, a multinacional americana Chevron, tapou e interditou o poço, mas a fenda por onde o óleo saia continuou aberta. A petrolífera admitiu que não há previsão para concluir a vedação da fissura. No sobrevoo da última sexta-feira (18) o Grupo de Acompanhamento do acidente constatou que a mancha continua se afastando da costa do Rio

domingo, 20 de novembro de 2011

Vazamento Em campo de Frade


Vazamento de petróleo no Rio completa 12 dias
com divergências do tamanho da mancha




O vazamento de petróleo em uma área de exploração da empresa norte-americana Chevron na Bacia de Campos, litoral do Rio de Janeiro, chega aos 12 dias com uma dúvida: qual a real dimensão da mancha que se espalha pelo Oceano Atlântico?
 A Chevron chegou a dizer que a área afetada pela mancha foi de 1,8 km², no entanto, a estimativa de fiscais da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) é de que a área diretamente afetada seja de quase 12 km², pelo menos seis vezes maior que o divulgado. 


De qualquer forma, as marcas de óleo chegaram a atingir pontos espalhados por pelo menos 163 km². 
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, acusou, na sexta-feira (18), a empresa petrolífera Chevron de ter subestimado a quantidade real de petróleo vazado do Campo de Frade, na bacia de Campos.

Também há divergências sobre o volume que teria vazado. A ANP diverge também desses valores e afirma que pelas condições em que se encontra a mancha, o vazamento foi de, pelo menos 200 a 330 barris por dia, o equivalente a 50 mil litros de petróleo a cada 24 horas. A empresa se recusa a dar a estimativa atual do volume que teria vazado.

 A mancha, situada a 120 km da costa de Campos, e estaria se afastando em direção ao Sudeste, para alto mar. 

A Polícia federal apura ainda a informação de que o poço foi perfurado em uma extensão 500 m além do permitido. Até o domingo (20), sete funcionários da empresa foram intimados a dar esclarecimentos a partir desta segunda-feira (21). Também foram chamados os engenheiros que trabalham na plataforma. 

O delegado Fábio Scliar, responsável pelas, informou no sábado (19) que a empresa Chevron, responsável pela extração do petróleo, pode ser indiciada duas vezes por crime ambiental.
 

- O secretário Carlos Minc informou que a empresa está jogando areia no óleo que está sobre a superfície para que ele desça de volta para o fundo do mar. Caso isso seja comprovado, a empresa será responsabilizada duas vezes: uma pelo vazamento em si e outra por usar essa técnica. O correto seria retirar o petróleo do mar, e não mandá-lo para baixo. 

O poço onde começou o vazamento é o campo de Frade, na Bacia de Campos, tem capacidade para produzir 75 mil barris de petróleo por dia. Com esse número, o local é o oitavo maior campo em exploração do país. 

A Chevron detém 52% das ações deste poço seguido de 30% de participação da Petrobras e 18% do consórcio japonês Frade Japão. 

Segundo a multinacional, 18 navios estão tentando conter a mancha de óleo e não permitir que ela se espalhe. Oito seriam são da própria Chevron e outros 10 cedidos pela Petrobras, Statoil, BP, Repsol e Shell. 

Migração de espécies comprometida 
No meio do caminho, havia óleo. Obstáculo difícil de superar por baleias como jubarte, minke-antártica, baleia-de-bryde e entre 20 e 25 espécies de golfinhos e pequenos cetáceos que usam a Bacia de Campos como rota migratória. 

O óleo que vazou por pelo poço no Campo de Frade, operado pela Chevron Brasil, chegou a cobrir uma superfície equivalente a 16,3 mil campos de futebol. 

E o dano ambiental é difícil de mensurar. No acidente provocado por uma explosão na plataforma de perfuração da British Petroleum, no Golfo do México, em abril do ano passado, 800 milhões de litros de óleo vazaram por 87 dias. 

Somente 2% das carcaças dos animais atingidos chegaram ao litoral, aponta o biólogo Salvatore Siciliano, coordenador do Grupo de Estudos de Mamíferos Marinhos da Região dos Lagos, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). 

As baleias jubarte, por exemplo, estão retornando para o Polo Sul. Depois de se alimentar durante o verão, no inverno elas nadaram em direção à linha do Equador, em busca de águas mais quentes para se reproduzir. Agora, voltam para a Antártica acompanhadas de seus filhotes. 

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, viu três delas nadando perto da mancha - uma a menos de 300 m de distância. 

Além dos mamíferos, o dano para as aves é agudo. Acredita-se que elas confundam a mancha de óleo com cardumes e, por isso, mergulhem no petróleo.

Ninho de pássaro



Meteorologista acha ninho de pássaro 

embaixo de equipamento em MS




Uma família de pássaros pretos construiu o ninho embaixo da plataforma onde fica parte dos equipamentos da estação meteorológica da Uniderp-Anhanguera, em Campo Grande. O meteorologista responsável pelo local, Natálio Abrão, disse ao Blog Ecológico que fotografa as aves diariamente para acompanhar o crescimento dos filhotes.

Ele explica que o local onde fica a estação é cercado por uma área verde, tornando comum o aparecimento de animais, principalmente aves, no local. “Nós temos canários, corujas, pássaros pretos e sabiás. Todos eles ali. A gente procura dar alimentos para que eles não saiam da área. Eles vão vivendo nesse ambiente e você acaba tendo uma afinidade com esses animais”, afirma o meteorologista.


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