terça-feira, 14 de abril de 2015

Raro golfinho albino é mantido em cativeiro há mais de um ano


O único golfinho nariz-de-garrafa albino em cativeiro está preso há mais de um ano no Museu das Baleias de Taiji, no Japão



 O único golfinho nariz-de-garrafa albino em cativeiro está preso há mais de um ano no Museu das Baleias de Taiji, no Japão. Ativistas pedem que ele seja solto, ou que o museu permita que pesquisadores possam examinar o animal. Há relatos de que o animal não abre os olhos de dia, apenas à noite, o que pode ser uma reação à luminosidade do local onde ele é mantido. Os olhos do animal são rosa, característica dos animais albinos dessa espécie. Foram avistados apenas 14 golfinhos albinos dessa espécie. O primeiro foi visto em 1962.

A história do golfinho rosa Angel em terra firme começou ao ser capturado durante a caça predatória em Taiji, no Japão, no final de 2013. Taiji é o maior fornecedor de golfinhos do mundo e, naquela região, os barcos de pesca formam uma barreira de som, levando os golfinhos à praia onde treinadores de várias partes do mundo aguardam para selecionar os animais e comprá-los para levar a aquários e museus. Os mais cobiçados são as fêmeas nariz-de-garrafa, como Angel.

Ao ser avistado, o animal foi retirado do mar. Os animais que não são vendidos são geralmente mortos com facas e o sangue dos animais transforma a cor do mar em vermelho. A caça foi retratada no filme The Cove, vencedor do Oscar de melhor documentário em 2010.

Ao ser capturado, o golfinho albino, chamado Angel, foi capturado e levado para o Museu das Baleias de Taiji. O museu informou que pretende manter o animal a longo prazo para estudo. O valor de um golfinho é estimado em US$ 500 mil.

Aquário de São Paulo apresenta primeiros ursos polares do Brasil


Aurora e Peregrino, dois ursos polares com sobrenome russo, desembarcaram no Brasil em dezembro e se transformaram nesta terça-feira (14) nos primeiros animais de sua espécie a serem apresentados em sociedade no país. Nascidos na gélida Rússia, os mamíferos aterrissaram durante o verão no Aquário de São Paulo, o maior da América Latina e serão apresentados ao público brasileiro na próxima quinta-feira (16).



Apesar do contraste climático entre os dois países, Aurora e Peregrino, que juntos pesam 730 quilos, conseguiram se adaptar sem dificuldades a sua nova casa, de 1.500 metros quadrados e climatizada com temperaturas que variam entre 15 e 5 graus abaixo de zero.

Até migrarem, os ursos polares viviam em um zoológico na cidade russa de Kazan, mas, segundo os especialistas, o espaço não era suficientemente grande para o desenvolvimento adequado.

Por isso, após dois anos de negociação, 15 horas de voo e US$ 22 mil, os animais chegaram a São Paulo como parte de um projeto de preservação e reprodução que começa a dar resultados.



Após passar quatro meses em terras brasileiras, Aurora e Peregrino, de quatro e cinco anos respectivamente, copularam recentemente, e é possível que a fêmea esteja grávida, uma hipótese que será confirmada nas próximas semanas após avaliar seu comportamento e seu peso.

O cientista do zoológico de Kazan, Ivan Ezhov, por sua vez, destacou a qualidade das instalações, assim como o trabalho desenvolvido pelos especialistas do aquário de São Paulo.



"Gostamos muito do que vimos (quando visitaram o aquário). O trabalho dos especialistas, o recinto. É magnífico, um dos melhores que vimos. Melhor que o de Kazan", comentou Ezhov à Agência Efe.


 



   A chegada de Aurora e Peregrino promete marcar uma nova era do Aquário de São Paulo, que terá sua ampliação inaugurada na próxima quinta-feira (16), quando também serão apresentados à sociedade paulistana outros mamíferos, como seis cangurus vindos da Oceania e 13 suricatos.
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