terça-feira, 18 de setembro de 2012

Parque da Bolívia tem maior biodiversidade do mundo



Parque Nacional Madidi possui 11% das espécies de pássaros do mundo, 200 espécies de mamíferos, quase 300 tipos de peixes e 12 mil variedades de plantas.





Uma reserva florestal no noroeste da Bolívia é o local com maior biodiversidade do planeta, segundo levantamento feito pela entidade internacional de preservação Wildlife Conservation Society (WCS), sediada nos Estados Unidos.
Segundo compilação de dados da WCS, o Parque Nacional Madidi possui 11% das espécies de pássaros do mundo, 200 espécies de mamíferos, quase 300 tipos de peixes e 12 mil variedades de plantas.
Em seu território de 19 mil quilômetros quadrados, o parque abrange desde florestas tropicais da Amazônia a picos congelados dos Andes. O levantamento é resultado de dados coletados por mais de 40 cientistas de diversas entidades que trabalharam no parque por 15 anos.
Os cientistas concluem que apenas 11 países no mundo possuem maior número de espécies de pássaro do que Madidi. No total, são 1,1 mil espécies diferentes no parque boliviano. Os Estados Unidos têm, em todo o seu país, 900 espécies de pássaros.
O parque nacional boliviano é um dos maiores destinos turísticos do país, e faz parte de um complexo maior de conservação chamado Madidi-Tambopata.


 Esta azulão-boia é uma de 50 espécies de cobras do Parque Madidi.


 Uma reserva florestal no noroeste da Bolívia é considerado o local com maior biodiversidade do planeta, segundo a Wildlife Conservation Society (WCS). Este filhote é de um gavião-real, a mais poderosa ave predatória do mundo.



 O parque boliviano também é famoso pela sua grande variedade de anfíbios. Ao todo, são mais de cem espécies diferentes, como este bufo


 Este jovem jaçanã é um das centenas de tipos de pássaros do parque Madidi


 Um jaguar aproveita o final de tarde no rio Madidi, a noroeste da Bolívia.


 Em seu território de 19 mil quilômetros quadrados, o parque abrange desde florestas tropicais da Amazônia a picos congelados dos Andes.


 Esta espécie de Cotinga, a Palkachupa Cotinga, só existe nas florestas e savanas da região do Apolo, no parque boliviano.


Segundo uma compilação de dados da WCS, o Parque Nacional Madidi possui 11% das espécies de pássaros do mundo, como esta fêmea de uirapuru-de-chapéu-azul. 


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Primatas.



Nova espécie de macaco com juba é encontrada na África




Cientistas afirmam que fato de espécie viver concentrada em uma mesma região pode representar uma ameaça maior para sua conservação





Uma nova espécie de macaco foi encontrada na África. É apenas a segunda espécie de primata a ser identificada em 28 anos, de acordo com cientistas.

O primata foi descoberto na República Democrática do Congo, onde ele é conhecido como ''lesula''.

Dois rios, o Congo e o Lomani, separam o habitat da espécie de seus dois primos mais próximos.

Ambientalistas afirmam que a descoberta ressalta a necessidade de proteger a vida selvagem na Bacia do Congo.

A descoberta foi divulgada na publicação científica especializada online Public Library of Science .

Engaiolado
 O primeiro contato que cientistas tiveram com o macaco foi quando eles encontraram uma fêmea jovem, mantida em uma gaiola por um professor de escola primária, na cidade de Opala.

O animal agora está sob cuidados de um instituto especializado e sendo monitorado por cientistas.


Seis meses depois de encontrar o animal preso, especialistas conseguiram achar outros primatas da espécie no ambiente selvagem.

''Quando demos início às nossas investigações, não sabíamos o quão importante do ponto de vista biológico seriam as nossas descobertas'', afirma John Hart, da Fundação Lukuru, que comandou o projeto.

''Não esperávamos encontrar uma nova espécie, especialmente entre um grupo tão conhecido como os macacos guenon africanos'', acrescenta o pesquisador.

No documento que descreve os animais, os cientistas detalharam seus traços distintos: "Uma juba de longos fios loiros rodeando um rosto pálido e nu com um focinho com uma faixa cor de creme vertical''.


Rosto peculiar
 O rosto desnudo do lesula é diferente do rosto negro e peludo do parente mais próximo do animal.

O primata ganhou o nome científico de Cercopithecus lomamiensis , em homenagem ao rio Lomani, localizado na região de seu habitat natural.

Os pesquisadores acreditam que o animal viva em uma área de cerca de 17 mil quilômetros quadrados na região central da República Democrática do Congo.

Os especialistas temem que devido ao fato de a espécie viver concentrada em uma mesma região ela poderia estar mais ameaçada por ações predatórias, como a prática da caça para usar sua carne como alimento.

O antropólogo Andrew Burrell, da Universidade de Nova York, disse à BBC que ''a descoberta pode representar talvez a primeira desta floresta notável, mas pouco conhecida na parte central da República Democrática do Congo, uma região de grande diversidade de primatas''.



Uma espécie de parto virgem foi encontrado em vertebrados selvagens pela primeira vez


Cobras fêmeas que se reproduzem sem o macho são descobertas nos EUA

Uma espécie de parto virgem foi encontrado em vertebrados selvagens pela primeira vez, por pesquisadores americanos da Universidade de Tulsa, no Estado de Oklahoma.






Uma espécie de parto virgem foi encontrado em vertebrados selvagens pela primeira vez, por pesquisadores americanos da Universidade de Tulsa, no Estado de Oklahoma.
Os cientistas encontraram fêmeas grávidas de víboras norte-americanas e analisaram geneticamente os filhotes, o que comprovou que elas são capazes de se reproduzirem sem o macho.
O fenômeno se chama partenogênese facultativa e só foi registrado antes em espécies em criadas em cativeiro.
Os cientistas dizem que a descoberta pode mudar a compreensão atual sobre a reprodução animal e a evolução dos vertebrados.
Até hoje, pensava-se que era extremamente raro que uma espécie normalmente sexuada se reproduzisse assexuadamente.
Identificadas primeiro em galinhas domésticas, os "partos virgens" foram também registrados recentemente em algumas espécies de cobras, tubarões, lagartos e pássaros.
No entanto, tais nascimentos sempre aconteceram em cativeiro, com as fêmeas sendo mantidas longe dos machos.






Novidades evolutivas

Nascimentos virgens em vertebrados geralmente são vistos como 'novidades evolutivas', segundo o professor Warren Booth, que conduziu o estudo questionando a ideia, divulgado na publicação científica Royal Society's Biological Letters.
Ele e seus colaboradores examinaram os nascimentos em populações de duas espécies de víboras norte-americanas já conhecidas e separadas geograficamente.
Em um dos grupos, uma em 22 cobras se reproduziu sem o macho. No outro, isso aconteceu com uma das 37 víboras.
'A frequência foi o que mais nos chocou. Isso quer dizer que entre 2,5 e 5% dos filhotes produzidos nestas populações podem resultar de partenogênese', afirmou Booth.
'Isso é bastante para algo que é considerado novidade na evolução.'

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